A MAKE deu alergia? Saiba o que fazer


Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que a maioria das mulheres não lida muito bem com rugas, flacidez ou marcas de expressão. Estudos indicam que pelo menos seis a cada 10 mulheres estão insatisfeitas com o próprio rosto, um reflexo direto da popularização das selfies nas redes sociais, que ampliam a percepção sobre as imperfeições. Logo, a maioria do público passa a procurar novos produtos capazes de melhorar a aparência e é aí que as alergias aparecem.

Inegavelmente, um dos principais aspectos considerados na hora de comprar um cosmético é a embalagem. Compramos pela caixa, pelo design apelativo, pela marca e pela blogueira que assina cada linha. Mas sabemos o que a embalagem realmente diz? Pensando nisso, a Êxito conversou com o farmacêutico Giancarlo Geremias para explicar o que significam algumas informações e como elas são apresentadas nas embalagens dos produtos.

De acordo com Geremias, pessoas com alergias na pele precisam tomar alguns cuidados na hora de comprar cosméticos e optar principalmente por produtos hipoalergênicos. “As pessoas podem desenvolver alergias a diversos produtos, por mais simples e seguros que sejam. Assim, mesmo produtos hipoalergênicos eventualmente podem causar alergias, mas a possibilidade é bem reduzida. Esses produtos são testados em laboratórios para diminuir ou zerar a possibilidade de causar algum tipo de alergia nos usuários”, explica. Eles são livres de substâncias conservantes, como parabeno, isotiazolinona e fenoxietanol, que são os principais responsáveis por reações alérgicas advindas de produtos de higiene e beleza.

Mas não confunda com produtos antialérgicos. Estes possuem a função de amenizar as reações adversas causadas por outros produtos ou elementos nocivos no organismo. Estes produtos não são recomendados para uso diário, apenas para ocasiões em que haja alergia na pele.

Diferente dos alimentos, a lista de ingredientes da composição dos cosméticos não segue a ordem decrescente. Isso significa que os fabricantes não são obrigados a informar as quantidades usadas na formulação. “É impossível ter 100% de certeza de que o produto não vai causar alergia em alguém. Pode-se diminuir essa possibilidade optando pela compra de produtos hipoalergênicos e dermatologicamente testados. O produto dermatologicamente testado passa por testes in vivo, ou seja, no próprio ser humano e consequentemente por uma avaliação dermatológica após a aplicação. Normalmente, os produtos que passam por esse teste também são hipoalergênicos!”, finaliza Geremias.

Se você tem a pele sensível, vale a pena fazer um teste antes de adquirir o produto ou, especialmente no caso de maquiagens, aplicar diretamente no rosto. Testes simples como aplicar um pouco de produto nos pulsos, na articulação do cotovelo ou no pescoço próximo ao maxilar e analisar a reação da pele (ardência, vermelhidão, coceira, etc.) depois de algum tempo podem ser excelentes alternativas para fazer a compra correta.


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