Aceite os outros como eles são


A primeira coisa que temos que compreender nas nossas relações interpessoais é que não podemos obrigar ninguém a ser o que queremos. Já dialogamos aqui várias vezes, sobre como todas as pessoas são diferentes por conta de sua criação, crenças e de ambientes que frequentam e pessoas que convivem. Quando vivemos esperando que o outro seja diferente do que ele é, vamos passar a vida descontentes, porque vivemos esperando que as pessoas supram nossas expectativas e encaixem-se ao que achamos correto de acordo com nossos princípios e assim deixamos de aceitá-lo  como  ele é ou gostaria de ser e isso faz com que fiquemos infelizes e magoemos as pessoas que gostamos, porque elas sentem que não podem nos fazer felizes e que tudo o que elas são é errado. É por isso que precisamos aceitar as limitações das pessoas que amamos e compreender que cada um possui um momento evolutivo e uma maneira de ver o mundo e de fazer as coisas, a aceitação nos traz paz.

A realidade mais difícil que temos de engolir é: quem criou as expectativas que lide com elas. Se fantasiamos o que não condiz com a realidade, só nós podemos nos desfazer delas, não podemos jogá-las nas costas do outro (principalmente quando ele sempre deixou claro, quem e como era). Temos que lembrar que cada pessoa tem uma missão, propósitos e sonhos diferentes dos nossos e que são responsáveis pelo próprio caminho e história, não cabe a ninguém querer mudá-las. Sabemos que é difícil, não opinar sobre o outro, principalmente quando é alguém que amamos como nossos pais, filhos, namorados. Mas temos que ter claro o seguinte: não é porque alguém tem sonhos diferentes que os nossos que eles importam menos.

Quem vive em busca de bonificações pelas atitudes que toma, ou vive a tentar mudar as pessoas que vivem ao seu redor, não conhece o significado da palavra respeito e tão pouco o pratica. Ninguém tem a obrigação de ser quem e como queremos que seja. Cada um tem o livre arbítrio de decidir o que é e pelo que deve lutar nessa vida. Não vista suas ações autoritárias em busca de mudança como se fossem preocupação ou amor. Quando elas ferem o outro não passam de falta de empatia.

Cada um é dono da própria história. Cada um deve fazer o que julga melhor para si e deve ser bondoso com os demais sem esperar nada em troca. Quem faz pelos seus, sem esperar festas ou grandes atos compreende o que é resiliência e faz tudo o que pode para ver os demais felizes e não se encaixando em rótulos ou padrões. Se frustra muito menos quem não espera que as pessoas, hajam para beneficiá-lo ou de acordo com o que ele quer. É aquela velha história: melhor se surpreender do que se decepcionar.


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