A sua empresa na mente e no e-mail dos clientes


Você lembra como eram as previsões para o mundo em 2020? Casas voadoras, helicópteros privados para todo mundo, carros voadores, ruas tubulares, telepatia e teletransporte estavam nas principais listas de mudanças que o futuro nos traria. Havia até previsão de que usaríamos meias descartáveis. Poucas dessas coisas se concretizaram ao redor do mundo, mas uma delas realmente cumpriu com o prometido: temos todas as informações que precisamos na palma da mão.

Previa-se que em um futuro distante seria possível consultar qualquer coisa a qualquer hora e em qualquer lugar. Talvez imaginássemos que isso seria possível com um robô (e talvez ele tivesse a forma da Rosie, de Os Jetsons, ou quem sabe da evoluída Jane, de The GoodPlace), mas a sua aparência é muito menos humana e nem de longe parece ser algo robótico. Estamos falando dos smartphones. Com acesso à internet (seja Wi-fi, 4G ou 5G) você consegue acessar qualquer informação disponível na rede, assistir filmes, conversar com pessoas, ler livros, aprender a fazer crochê, verificar seus batimentos cardíacos na última caminhada, lembrar de regar as plantas e também de tomar água, fazer transações bancárias, jogar qualquer jogo, etc. Finalmente, temos o mundo nas mãos.

Mas existe um item dos smartphones que parece ser indispensável para os adultos e que não é um dos primeiros que vem em nossa mente quando pensamos na lista de apps impossíveis de serem excluídos do celular ou do computador: o e-mail. Uma pesquisa do The RadicatiGroup apontou que o e-mail será utilizado por 3 bilhões de pessoas até 2020 e segundo o Email Marketing Trends (2017) 95,2% dos brasileiros conferem sua caixa de e-mails diariamente. Se o público-alvo da sua empresa não é um nicho muito específico de 4,8% da população brasileira que não acessa e-mails diariamente, provavelmente você já cogitou a hipótese de investir em e-mail marketing.

Provavelmente você também já pensou que o e-mail marketing morreu e foi substituído pelas redes sociais. Se este é o seu caso, você errou bastante. Não só o e-mail marketing está vivo como tem garantido até 10% do orçamento de marketing de 43,9% das empresas. Ao pensar nesse assunto, não se deixe levar apenas pelos terríveis spams. Desde os anos 2000 ficou muito claro que apenas enviar e-mails sem pensar no destinatário ou no conteúdo não é o suficiente (e nem pode ser chamado de estratégia), logo, o e-mail marketing se tornou uma estratégia de relacionamento com leitores e clientes.

De acordo com a pesquisa do Marketing Sherpa (2015), 72% dos consumidores escolhem o e-mail como o melhor canal para receber comunicações de empresas e marcas. Isto porque não é fácil acompanhar as redes sociais das marcas e empresas favoritas o tempo todo, mas o e-mail está lá para você abrir com calma, quando tiver tempo. Assim, nossas caixas de entrada podem receber diversos e-mails empresariais com diferentes formatos.

Promocional

E-mails promocionais não se referem apenas aos descontos e ofertas. Eles são usados para promover um produto (gratuito ou não). Este tipo de e-mail pode conter a promoção de produtos físicos, como fazem os e-commerces e empresas de varejo; de produtos ou serviços digitais (consultorias, softwares e ferramentas pagas); de produtos digitais gratuitos como ebooks, webinars, etc. Eles têm como foco a conversão em vendas em função do seu potencial para transmitir a mensagem certa para a pessoa certa a partir da segmentação do seu público para que tudo o seu produto ou serviço chegue ao cliente no momento certo.

Para e-commerce

Empresas que trabalham com e-commerce podem aproveitar essa ferramenta para criar um relacionamento com o público, aumentar o engajamento e as taxas de conversão, diminuir a quantidade de carrinhos abandonados, etc. Neste caso, vale a pena incluir alguns campos de cadastro para identificar o perfil do seu público-alvo e enviar as mensagens certas para os clientes certos. Mas, atenção, não adianta enviar o mesmo e-mail toda semana! Envie o que for relevante para o cliente e que o ajude a resolver algum problema.

Clientes inativos

O e-mail marketing também é uma boa alternativa para recuperar clientes inativos, que normalmente voltam a comprar diante de uma oferta interessante. Mais uma vez é essencial que o conteúdo recebido esteja alinhado aos interesses do público. E outra alternativa para essa base é questioná-la sobre que tipo de conteúdo gostaria de receber.

Newsletter

Uma boa maneira de construir um relacionamento leve e próximo. Newsletters costumam abranger diversos interesses e abordar assuntos diversificados dentro de temas amplos, por isso podem ser uma ferramenta de promoção de um produto para quem já está em momentos avançados de compra e ainda ser relevante para quem se interessa apenas pelas dicas. Elas também são uma ótima forma de ampliar o alcance dos conteúdos dos blogs de conteúdo das empresas.

e-mail ou rede social?

Não é novidade que as redes sociais mudam o tempo todo. Em meio a tantos algoritmos, manter sua página no Facebook ou no Instagram relevante com alcance orgânico está cada vez mais difícil. Nada contra os anúncios pagos, afinal, essas plataformas também precisam de monetização. Mas por mais baratos que sejam os anúncios, cada vez mais tendemos a depender deles para que as informações que compartilhamos nas redes sociais realmente alcancem nosso público. E mesmo assim, provavelmente temos uma parcela de público perdida por não interagir com a página.

Isso fez com que algumas organizações voltassem a olhar para o e-mail marketing como uma alternativa de atração de público. Tal como nas redes sociais, os contatos mais recentes possuem maior probabilidade de interação, mas diante de tanta competição com outras companhias e usuários dentro das redes sociais, esta ferramenta (que nunca foi abandonada, diga-se de passagem) pode ser um importante aliado na sua presença digital.

Estatísticas apontam que a criação de conteúdos relacionados nas redes sociais e no e-mail marketing, com botões de compartilhamento e tudo o que tem direito, podem melhorar a experiência de compra do cliente e, por consequência, aumentar a conversão em vendas. As ferramentas, portanto, não são excludentes – são complementares. Se a sua empresa já utiliza as redes sociais ou o e-mail marketing, talvez seja a hora de integra-los. E se a sua empresa ainda não usa sua base de e-mails como forma de marketing, já passou da hora de começar.


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