Nem todo mundo lê livro de papel. Conheça os e-books


O livro nunca irá acabar. Ponto. É preciso frisar essa informação antes de prosseguir. Livro, a reunião de cadernos manuscritos ou impressos, costurados ou colados por uma das extremidades, cobertos por uma capa ou encadernados, sempre continuará existindo e ocupando espaço nas nossas estantes ou mesas de cabeceira. O que vai acontecer é a proposição de novos formatos. Isso é outro fato (tão importante quanto).

 

Em setembro o mercado editorial obteve a comprovação de uma tendência que já era sentida na prática e nos livros-caixa: o número de leitores caiu nos últimos quatro anos. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil mostrou que 4,6 milhões de brasileiros deixaram de ler livros no período de 2015 a 2019. Os mais saudosistas talvez possam afirmar que a população deixou de ler porque passa muito tempo no celular – o que é verdade, mas também demanda outra reflexão.

 

A pesquisa apontou que as atividades mais realizadas na internet são respectivamente: trocar mensagens no WhatsApp ou apps similares; assistir vídeos, filmes, séries ou programas de TV; escutar música; jogar; enviar ou receber e-mails; trabalhar ou buscar informações sobre o trabalho; acessar redes sociais, blogs, etc; ler notícias, jornais e revistas; ler textos ou estudos de uma área de interesse; ler livros e fazer compras*. A maioria dos leitores da internet buscam notícias e informações em geral, mas 40% dos entrevistados afirmou ler livros. O percentual entre leitores de livros e leitores de livros digitais varia por gênero e por faixa etária, sendo que os leitores de livros digitais superam os leitores tradicionais em 3% no público masculino.

 

Por faixa etária a diferença é ainda maior. Enquanto as crianças e jovens até 13 anos ainda leem mais no papel, a partir dos 14 anos o percentual de leitores de livros digitais é superior em todas as idades até atingir a igualdade (12%) na faixa dos 40 a 49 anos. É apenas depois dos 50 anos que o indicador de leitores de livros volta a ser maior. 

 

Embora a preferência de 70% dos leitores de literatura seja pelo livro em papel, 17% do público já aponta a preferência por livros digitais e 16% gosta dos dois formatos. Quem lê livros digitais normalmente alia essa atividade ao uso e acesso à internet. Por isso, lê no celular ou smartphone, no computador ou tablete (uma pequena parte da amostra pesquisada lê em leitores digitais como Kindle, Kobo ou outros). E se você nos perguntar se as editoras estão assustadas ou com medo dessa cena, eu posso te responder que não. E se estão, não deveriam.

 

Livros que não são impressos

 

Há muitos anos, era comum que as casas tivessem vitrolas. Se você lembra da época dos “toca-discos” provavelmente ainda lembre que havia alguns específicos para as crianças com histórias infantis. Eles acompanhavam livros ricamente ilustrados, volumes únicos ou coleções como os disquinhos de historinhas da Disney, por exemplo. Até mesmo a Turma da Mônica ganhou seu modelo de vitrola com desenho na tampa. O que seriam estes discos senão uma versão de livro?

 

Livros digitais (e-books ou audiolivros) seguem o mesmo processo de produção de um livro físico. Eles também passam por etapas de leitura sensível, preparação, edição, revisão, diagramação, criação de capa, registro, precificação, campanha de pré-venda, divulgação, lançamento, pós-venda, ufa! Por não ter o custo de impressão, podem apresentar valores mais acessíveis ao consumidor final e permitir um primeiro contato com obras e autores. Não é raro encontrar um leitor que leu um ótimo e-book e depois comprou o livro físico. Também não é raro encontrar escritores que investem primeiro em e-books como uma forma de construir seu público antes de lançar uma versão física ou na esperança de conseguir um contrato com uma editora.

 

Que livros digitais eu posso ler?

 

Existem milhões de possibilidades de leitura em formato de e-book. Títulos clássicos como Dom Casmurro, Orgulho e Preconceito, e O Retrato de Dorian Gray dividem os pontos de venda com histórias alternativas, projetos independentes, contos, releituras e tudo o que a sua criatividade permitir imaginar. Muitos deles podem ser lidos de forma gratuita ou apresentam faixas de preço, via de regra, mais acessíveis.

 

A Êxito não ficou de fora. Uma rápida busca na Amazon poderá direcionar os leitores digitais e leitores que desejam se aventurar nessa experiência para títulos como A Guerra do Ébrio, de Ricardo Balbino - https://is.gd/ricardobalbino, e Três elogios, de Morgana Feijão - https://is.gd/morganafeijao, ou para Adeodato: o homem que fugiu do inferno, de Nilson Cesar Fraga - https://is.gd/NilsonCesarFraga, que está em pré-venda. E se não chamamos a sua atenção com um conto de humor, nem com elogios a figuras religiosas, e nem com uma ficção histórica, prepare-se para conhecer os próximos lançamentos: Vagante, de Ioná Sôza, uma ficção científica que reúne mulheres determinadas, não-violência e pão de queijo; e As aranhas e o brutamontes, de Andressa Stradmann Perin, uma ficção bastante sensível sobre a violência doméstica.

 

 

Antes de criar uma barreira, dê uma chance ao livro digital. Você pode se surpreender, mas se não gostar, tudo bem, também existem opções para você!

 

 

*A pesquisa considerou dados até 2019, logo, não se enquadra na análise o e-commerce durante a pandemia.

 


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