Vamos todos cantar de coração

Essa tal paixão não tem jeito, não tem explicação, melhor nem resistir. E ela se apresenta de variadas maneiras. Pode ser a paixão carna ou a desesperada, que leva o indivíduo a cometer loucuras. Pode ser a platônica, expressão criada para definir o amor essencialmente puro, que se fundamenta na virtude e é desprovido de paixões cegas, materiais, efêmeras.

Beatlemania

Na década de 1960, quando os Beatles surgiram, eu estudava no Ginásio Marista Frei Rogério, a Escola que me preparou para a Vida. O professor de inglês era o Irmão Léo e para fixarmos o aprendizado, ele usava letras de canções, como a música folclórica escocesa “My Bonnie”. Em ritmo de valsinha aprendemos a cantar sua letra, bem simples e repetitiva: “My Bonnie lies over theocean, My Bonnie lies over thesea. My Bonnie lies over theocean, oh bringback My Bonnie to me”.

Os disquinhos de João de Barro

João de Barro, o Braguinha, emocionou a minha geração ao nos presentear com a Coleção Disquinho, lançada em 1960 e continua alegrando as crianças. Disquinhos de vinil super coloridos, com estorinhas baseadas em contos de fadas, fábulas, cultura popular, cantigas de roda , festas típicas e muita música. A meninada se deixava seduzir, especialmente com o tom colorido dos tais disquinhos: verde, amarelo, roxo, azul, vermelho, rosa... inesquecível! As músicas eram compostas ou adaptadas por ele, e os personagens interpretados nas vozes melodiosas de atores e atrizes da era do rádio e do Teatro Disquinho.


A invasão Britânica

Não havia como ignorar Freddie Mercury na agitada Londres nos anos 60. Vestindo seu terno de veludo vermelho com guarnições de pelo de raposa, ou um bodysuit preto colado a pele, camisas brancas e as vezes um macacão de malha com imenso decote frontal, com echarpes e botinhas de couro.

Os Beatles brasileiros

Por meio século apresentei “Os Discos do Bolinha” em diversas emissoras de rádio e sempre incentivei rapazes e moças a ocuparem o microfone, pois essa atividade ajudou-me a disfarçar a timidez na juventude. Conto isso para, quem sabe, inspirar outras pessoas a buscarem seus objetivos, pois, lembro do que me falou o Maestro João Carlos Martins, no Theatro Municipal São Paulo: “descubra o que o motiva, se expresse e encontre sua essência”.