Os disquinhos de João de Barro - Bolinha Antonio Carlos Pereira

João de Barro, o Braguinha, emocionou a minha geração ao nos presentear com a Coleção Disquinho, lançada em 1960 e continua alegrando as crianças. Disquinhos de vinil super coloridos, com estorinhas baseadas em contos de fadas, fábulas, cultura popular, cantigas de roda , festas típicas e muita música. A meninada se deixava seduzir, especialmente com o tom colorido dos tais disquinhos: verde, amarelo, roxo, azul, vermelho, rosa... inesquecível! As músicas eram compostas ou adaptadas por ele, e os personagens interpretados nas vozes melodiosas de atores e atrizes da era do rádio e do Teatro Disquinho.

Beatlemania - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Na década de 1960, quando os Beatles surgiram, eu estudava no Ginásio Marista Frei Rogério, a Escola que me preparou para a Vida. O professor de inglês era o Irmão Léo e para fixarmos o aprendizado, ele usava letras de canções, como a música folclórica escocesa “My Bonnie”. Em ritmo de valsinha aprendemos a cantar sua letra, bem simples e repetitiva: “My Bonnie lies over theocean, My Bonnie lies over thesea. My Bonnie lies over theocean, oh bringback My Bonnie to me”.

Os Beatles brasileiros - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Por meio século apresentei “Os Discos do Bolinha” em diversas emissoras de rádio e sempre incentivei rapazes e moças a ocuparem o microfone, pois essa atividade ajudou-me a disfarçar a timidez na juventude. Conto isso para, quem sabe, inspirar outras pessoas a buscarem seus objetivos, pois, lembro do que me falou o Maestro João Carlos Martins, no Theatro Municipal São Paulo: “descubra o que o motiva, se expresse e encontre sua essência”.

Rock And Roll, O Filho Bastardo – Parte 2, B.ROCK - Bolinha Antonio Carlos Pereira

O rock’n’roll chegou ao Brasil em outubro de 1955 na voz da cantora de samba-canção, Nora Ney, que gravou em inglês “Rock Around the Clock”, de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), para a versão brasileira do filme. Em uma semana estava no topo das paradas.

Rock and Roll, o filho bastardo (Parte I) - Bolinha Antonio Carlos Pereira

A música Country e o Blues tiveram um filho. Seu nome, Rock’n’Roll. Mas o pai talvez tenha sido o Gospel, o Folk, o Swing. Com uma estrutura musical simples, porém rápida, associada a um ritmo dançante e melodias grudentas feito chicletes, utilizando guitarras elétricas, baixo e bateria, além de um vocal caprichado e eventualmente sopros e teclados, ele tem sobrevivido ao tempo e gerado inúmeros filhos.


O choro dos chorões - Bolinha Antonio Carlos Pereira

“Meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê...” Todos sabemos cantar essa letra, escrita em 1937 por João de Barro, o Braguinha porém muitos desconhecem que esse chorinho foi composto em 1917 pelo Pixinguinha, um dos maiores representantes do “choro” brasileiro. Foi essa a melodia que nos atraiu ao Clube do Choro em Brasília.

Vamos todos cantar de coração - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Essa tal paixão não tem jeito, não tem explicação, melhor nem resistir. E ela se apresenta de variadas maneiras. Pode ser a paixão carna ou a desesperada, que leva o indivíduo a cometer loucuras. Pode ser a platônica, expressão criada para definir o amor essencialmente puro, que se fundamenta na virtude e é desprovido de paixões cegas, materiais, efêmeras.

O “Tito” e outros “tipos” - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Sei lá cada cidade tem seus tipos característicos, aquelas pessoas iluminadas que parecem se dar bem com todo mundo. Isso também acontece aqui em Joaçaba, nossa amada “Terrinha”, como a chamava saudoso cineasta Rogério Sganzerla.

A invasão Britânica - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Não havia como ignorar Freddie Mercury na agitada Londres nos anos 60. Vestindo seu terno de veludo vermelho com guarnições de pelo de raposa, ou um bodysuit preto colado a pele, camisas brancas e as vezes um macacão de malha com imenso decote frontal, com echarpes e botinhas de couro.

Sinatra a voz do século XX - Bolinha Antonio Carlos Pereira

Em um estúdio modesto de Nova York, o candidato a cantar pergunta ao bandleader Frank Mane: “Posso cantar?” Diante do microfone rudimentar, o rapaz de 25 anos cantou “Our Love”, arranjo popular baseado na melodia “Romeu e Julieta”, de Tchaikovsky. A primeira das gravações que fariam de Frank Sinatra ser reconhecido como o maior cantor popular da história se deu em 18 de março de 1939. Uma ano depois daquele primeiro disco, segundo seu biógrafo Anthony Summers, Sinatra revelou sobre como via o próprio futuro: “Eu vou ser o melhor cantor do mundo, o melhor cantor que já existiu”.