PIX: entenda como funciona


Serviço começou a funcionar em novembro e movimentou mais de R$ 9 bilhões só na primeira semana. Entretanto, ainda há quem tenha dúvidas ou queira mais informações antes de aderir. Quanto isso vai custar para o consumidor, como as chaves funcionam e são cadastradas, quanto tempo demora para que a transação seja efetivada, entre outras desconfianças foram alvo da nossa matéria. Entenda mais sobre o Pix e diga olá para essa novidade!

Depois de uma fase de testes e adaptações, o Pix começou a funcionar oficialmente no Brasil a partir do último mês. Só na primeira semana de funcionamento, entre os dias 16 e 22 de novembro, foram realizadas 12,2 milhões de operações. Em questões financeiras, isso representa R$ 9,3 bilhões.

 

Mas, afinal, o que é o P ix? O que o torna tão “especial”?

 

Segundo Anderson Nicola Smerdel, assessor de desenvolvimento de negócios do Sicredi, o grande diferencial do Pix é a facilidade. “O Pix é um meio de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central para facilitar as transações bancárias. Com ele, você pode fazer sua transaçãoa qualquer hora do dia e da semana, sem limite de transações e usando apenas um dado para concluir a operação”, explicou.

 

FUNCIONAMENTO

Primeiramente, é preciso reforçar que para usar o Pix não é necessário fazer download de nenhum tipo de aplicativo. Caso você receba alguma mensagem com esse tipo de orientação, tome cuidado, pois pode se tratar de um golpe. O Pix fica disponível como uma funcionalidade do aplicativo do banco em que você já possui conta. Basta abrir o app tradicional e procurar pela opção “Pix”. Ou seja, a única exigência é que você já tenha conta, corrente ou poupança, em alguma instituição financeira autorizada.

Depois, você precisa cadastrar a sua “chave de acesso”. Com ela, é possível localizar o destinatário do pagamento sem precisar saber outros dados da pessoa. Podem ser usados como chave o CPF, o CNPJ, o número do celular, o e-mail ou um código de 32 dígitos gerado especificamente para o Pix (EVP). Na hora da transferência, basta informar a chave do beneficiário para que o sistema localize o recebedor do pagamento e realize a transação.

 

 

Tem ainda a possibilidade de usar um QRcode para efetivar os pagamentos. “Digamos que você foi a um restaurante almoçar e esse lugar dispõe de display com um QRcode para receber pagamentos pelo Pix. Na hora de pagar a conta, você abre o app do seu banco, seleciona a opção “pagar com Pix”, mira no QRcode, coloca o valor do pagamento e confirma. No mesmo instante, em  qualquer hora ou dia da semana, o restaurante vai receber o crédito do seu pagamento”, exemplifica Smerdel. Apenas nos casos em que houver suspeita de fraude, os pagamentos ou transferências podem demorar até 30 minutos para serem verificados.

Por enquanto, o serviço não é cobrado de pessoas físicas, apenas de pessoas jurídicas (empresas). Porém, os valores ainda não foram definidos pelo Banco Central e ficam a critério de cada instituição.

 

Fiama Heloisa

fiama.heloisa@gmail.com


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